sexta-feira, 1 de junho de 2012

Qual o preço da felicidade?


Um carro de luxo novo, uma cobertura de frente para o mar, 150 milhões na conta bancária. O que seria suficiente para fazer de você uma pessoas plenamente feliz? Talvez esta seja uma das perguntas mais difíceis de serem respondidas na vida, no entanto, é motivada em encontrar a resposta que a humanidade vive hoje.

Não por acaso, trocamos momentos lazer para dedicar horas de estudo, no intuito de passar num almejado concurso público e conquistar a tão desejada estabilidade. Não por acaso, perdemos a noção de quantas horas por dia trabalhamos para desenvolvermos o próprio negócio ou alcançarmos a tão sonhada promoção. Dinheiro, status, mulheres, poder, luxo... Talvez estas pudessem ser algumas das recompensas por tanto esforço.

Mas hoje, particularmente hoje, me peguei novamente pensando até que ponto tudo isso vale a pena. Afinal, relembrei através de minha irmã, que talvez a felicidade não esteja nas grandes, mas sim, nas menores coisas de nossa existência.

Amanhã, sábado (02 de junho de 2012), vai fazer uma semana que a minha irmã Priscila deu a luz a sua primeira filha. O que deveria ser um momento de plena felicidade, passou a ser um misto de angustia e alegria. Desde o dia em que nasceu "Dudinha", minha sobrinha, está internada na UTI. Ela tem um problema raro. Seu coração não é como o das outras pessoas. Possui apenas um ventrículo, ao invés de dois. Sangue arterial e venoso se mistura. Hoje ela precisa dos aparelhos para sobreviver.

Para toda a família, ver aquela menina linda envolvida naquela "parafernalha" é sempre doloroso. No entanto, nesta sexta feira (01 de junho de 2012), conversando com a minha irmã por telefone, ela me fez criar um filme na cabeça, somente ao relatar um dos momentos mais importantes de sua vida. Este momento, não possui dinheiro, luxo, ou coisa parecida. Foram somente instantes de simplicidade e do mais puro amor, a expressão do amor de mãe.

Priscila me contou que, mais uma vez, saiu de casa abatida por não ter ainda sua filha constantemente ao seu lado. Dormir pra ela é algo que se resume a poucas horas, já que seu principal momento de felicidade tem sido os encontro com "Dudinha", mesmo que na UTI. A ansiedade de chegar o dia seguinte, sempre que se despede, a faz dormir tarde e a tira da cama logo cedo.

Hoje, em um momento de coragem, acreditando que poderia levar um "não" da enfermeira que estava na UTI pediu para segurar a filha nos braços pela primeira vez. Para sua surpresa, a resposta foi um "sim" e é a partir daqui que começa esta linda história. As palavras a seguir são de minha irmã.

"Eu não sei descrever pra você qual foi a sensação. Só sei dizer que foi muito bom. Não sei quanto tempo passei lá, talvez uma hora. O que eu sei dizer é que foi um dos melhores momentos de minha vida.

Comecei a conversar com Maria Eduarda. Eu dizia: 'Filhinha, mamãe tá aqui. Mamãe te ama. Você não sabe ainda o quanto você é amada. Papai tá doido pra ver você. Ele chega amanhã e a gente vem aqui ver você. Titio, titia, vovô, vovó, todo mundo quer a sua companhia. Você vai ver. Deus vai ajudar e a gente vai sair daqui, a gente vai ser muito feliz..."

Palavras simples? Talvez pra você. Pra mim foram suficientes para fazer me derramar em lágrimas.

É por causa da simplicidade deste momento que eu posso afirmar: a felicidade não está no dinheiro, nem no que ele pode proporcionar, mas no que o amor e seus simples presentes podem dar.

Mal vejo a hora de poder ter minha sobrinha ao meu lado, para assim, poder viver um pouco deste pequeno grande momento.

Wanderley Filho, 01 de junho de 2012

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Betânia embarca hoje para Fortaleza


A menina de 3 anos que é portadora de síndrome rara, vai iniciar tratamento no Sarah Kubitschek.

A simpática garotinha, de apenas 3 anos de idade, portadora da Síndrome de Van Der Knaap, já está em Natal com os seus pais, onde dentro de algumas horas, embarca no vôo para Fortaleza - CE. Será o início de seu tratamento contra esta doença raríssima, degenerativa, evolutiva e crônica.

A história de Maria Betânia, que mora na cidade de Parelhas - RN, ficou conhecida no Estado, depois da exibição de uma reportagem, produzida pela TV Seridó e que tem milhares de exibições na internet, além de ter sido veiculada em vários canais de tv da capital potiguar.

A Campanha #AjudeBetania, tem mobilizado internautas de todo Brasil, em busca de médicos interessados em estudar a cura da doença e de conseguir recursos financeiros para o tratamento da menina ao longo da vida. A campanha já arrecadou cerca de 2 mil reais, além de garrotes e objetos doados para sorteios futuros.

A conta poupança é:

Banco do Brasil

Agência: 1106-1

Conta: 40.000-9

Variação: 01

Maria Betânia F. Santos

Para entender melhor esta história, basta clicar neste link:
http://tvserido.com/noticia.php?id=1461

sábado, 12 de junho de 2010

Homenagem ao dia dos namorados

Tenho que escrever sobre o amor. Afinal, hoje é dia dos namorados e nada melhor do que utilizar belas palavras para descrever tão belo sentimento. Mas aqui não gostaria de fazer uso de frases banais ou poemas outrora recitados por grandes pensadores. Gostaria, claro, de utilizar ditos chiques, refinados, mas não de repetir o que já foi falado por alguém. Você que me escuta neste momento há de concordar comigo, que não deve ser tão difícil falar de um sentimento que mais cedo ou mais tarde toca o coração de todo ser humano, até mesmo aqueles considerados maus.
Ah, duvido muito que tenha alguém neste planeta que nunca tenha sentido aquela “coisa cheia” dentro do coração, sensação gostosa ao estar perto de quem ama e de não querer nunca mais largar o colo da pessoa chamada de alma gêmea. Ih, olha só! Já comecei a utilizar nomes dados por alguém que não sei nem quem é. Alma Gêmea... Quem será que utilizou pela primeira vez este termo para falar do amor? Bem, confesso que não sei. Mas imagino que tenha sido alguém que amou demais.
Pensando bem, não é tão fácil explicar este sentimento. Até porque qualquer palavra que eu diga será meramente palavra e, por isso, incapaz de descrever essa “coisa gostosa” que eu sinto quando estou com você.

Então, me desculpa meu amor, mas vou ter que recorrer a frase que pode parecer até banal, mas é de todo coração: Eu simplesmente TE AMO.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A surpresa faz parte

A vida tem um monte de coisas legais. Também tem coisas ruins, claro. Nada é perfeito... E se fosse perfeito, talvez nem fosse legal. Já imaginou começar uma história já sabendo o fim? E pior... Sabendo que sempre terá um final feliz sem nem antes lutar para que ele aconteça? Então, posso dizer que o que há de melhor na vida, são as surpresas que ela nos reserva, como, por exemplo, não esperar para conhecer alguém que mexe com a gente, que nos faz se sentir bem, que nos dá novas razões para lutar por finais felizes e no final das contas acabar conhecendo alguém assim.

Posso dizer que sou um sortudo. Esta surpresa estou vivenciando. Perfeição? Não teremos. E isso nem quero. O que quero é sempre um final feliz a cada dia.

Beijos, meu amor.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Proposta do Blog

Olá, Pessoal! Este blog não é novo. Aliás, é muito mais antigo do que a ideia de criação de TV Seridó. Quando o criei, era ainda estudante de jornalismo na minha eterna Campina Grande – PB. No entanto, há muitos anos não o atualizava. As “correrias” do dia a dia acabaram me levando a deixar de escrever as crônicas que tanto amo. Textos que fazem leituras da vida e que compartilham experiências com meus leitores.
Mas a vontade de expressar sentimentos e pensamentos me serve como uma espécie de tortura, da qual só irei me livrar a partir do momento em que voltar a utilizar este teclado para colocar pra fora, tudo o que nasce no coração. Sendo assim, espero contar, a partir de agora e constantemente, com a sua visita.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Futuro é comum quando se torna presente

Olhar pra trás é sempre engraçado. Você vê o quanto o tempo se passou e que as coisas que você imaginava para o futuro, durante o passado, se tornam totalmente comuns quando estão no presente. Explico. Quando tinha lá meus oito anos de idade (acho que era por aí. Se não era, era próximo disso), ficava imaginando como seria quando chegasse o ano dois mil. Claro que como muitas crianças da época, também tinha medo de presenciar o apocalipse e ver o mundo acabar com grandes bolas de fogo. Tudo que eu não queria era ver uma besta fera de sete cabeças.

Esse medo de ver o mundo acabar foi alimentado por um primo meu que é bem mais velho e que na época entrou para uma seita religiosa. Depois disso o cara enlouqueceu. Queria pregar suas teorias para todo mundo na base do medo. Quem não congregasse com seus pensamentos estava condenado a passar a eternidade no inferno abraçado com o cão. O pior é que o único livro para ele era o apocalipse e eu como uma criança curiosa me interessava em ouvir as “revelações” sobre o futuro, mesmo que isso custasse dormir com medo e acordar com o colchão molhado todas as manhãs.

Mas mesmo vivendo com esse constante medo, eu tinha, no fundo, no fundo, a esperança de que o mundo não iria acabar. Tinha uma ínfima certeza de que iria ver o dia primeiro de janeiro do ano dois mil e comemorar o aniversário de minha mãe (ela faz aniversário no primeiro dia do ano). Então, me pegando a essa certeza, eu me dava o direito de sonhar com o ano mais esperado que já vi. Até os programas de TV, principalmente o Fantástico, faziam questão de especular sobre a extinção da humanidade, falando de profecias, nas quais estavam também incluídas a de Nostradamus.

Eu sonhava com o fato de chegar aos dezesseis anos de idade. Ano dois mil seria o ano que completaria meu décimo sexto ano de vida... E era mais ousado, pensava além. “Cara, como será em dois mil e dois, quando tiver dezoito anos?” “Poxa! E em dois mil e cinco? Vou ter vinte e um...” Quando criança, ficava imaginando que seria gigante aos dezesseis. Seria um poço de maturidade e que a partir daí estaria pegando todas as mulheres que quisesse. Aos Dezoito, faria tudo que quisesse na vida porque seria maior de idade e aos vinte e um ninguém me frearia, porque seria livre demais e totalmente independente.

O mundo não acabou e todas essas idades se passaram. Vejo que muitas dessas coisas aconteceram e muitas não. Tornei-me independente, mas não fiquei com todas as mulheres que queria. Criei outros valores e não fiz tudo que imaginava, apesar de prezar sempre pela liberdade, além disso, não estou rico como também sonhava. Maturidade? Busco conquistar mais a cada dia, porém, de vez em quando, me pego cometendo erros de criança. O futuro se tornou normal quando virou presente e agora fico a imaginar quando chegar dois mil e quatorze, quando tiver trinta anos. Espero que o mundo ainda esteja dando para se viver e eu seja tão feliz quanto sou hoje.

domingo, 17 de junho de 2007

A Copa agora é em Campina Grande

Foi a minha primeira copa do mundo fora de Parelhas. As outras três que lembro ter assistido e as vagas lembrança da copa de noventa, acompanhei em minha cidade natal. Agora acompanho direto de Campina Grande, o que é até um pouco assustador, não pela cidade, pois pra mim aqui é o melhor lugar para se viver em todo o planeta, mas por ficar ainda mais visível que o tempo passou “voando” e que 2002 parece ter sido ontem.

Lembro que durante a disputa que levou o Brasil ao penta eu já sabia que viria para Campina porque havia passado no vestibular e estava apenas esperando o inicio das aulas. Eu ficava pensando como seria quando a maior competição de futebol do planeta começasse e eu estivesse aqui. Eu pensava no fato de morar fora de casa e reunir galeras para ver os nossos jogadores em ação. “Eu já vou está formado, trabalhando e ganhando dinheiro... vai ser legal...” Era um pouco de meus pensamentos.

Hoje, vejo que os pensamentos não bateram com a realidade por completo, mas algumas coisas mudaram. Não me formei ainda porque falta entregar a “bendita” monografia, o que irá adiar a conclusão do curso para dezembro, mas hoje sou independente, divido apartamento com colega e trabalho na TV Paraíba, o que tem possibilitado ganhar meu dinheiro, que ainda não é muito porque sou estagiário e mesmo que não fosse sou jornalista, então nunca seria muito.

Porém, mesmo com todas as novas experiências, duas coisas não mudaram: continuo vendo a seleção brasileira pela TV na companhia de Galvão Bueno e a euforia da torcida do Brasil.
Só foi uma partida de copa aqui na cidade e, portanto, não tem como avaliar muito bem ainda o pós-jogo, até mesmo pelo desempenho do time de Parreira, que não foi lá tão brilhante. Por isso, o pós-jogo em Parelhas ainda continua sendo mais empolgante. Lá, a torcida sai em carreata atrás do carro de som e quem não tem carro sobe nas carrocerias dos caminhões para participar da festa, que termina sempre na Praça Arnaldo Bezerra.


No entanto, pude constatar que os momentos antes do jogo mexem da mesma forma com os torcedores em toda parte do país.
Saí da TV no inicio da tarde do jogo, depois de um dia de trabalho e fui para o centro da cidade comprar minha camiseta de torcida. Depois de rodar muitas lojas por causa da grande oferta no Mercado, já passava um pouco das três horas quando escolhi a minha. As lojas já começavam a fechar e as ruas pouco a pouco ficavam desertas. Somente os pontos de ônibus estavam lotados.


Entrei em meu ônibus e vivenciei os melhores momentos do dia, até mesmo se comparado às reprises da Rede Globo dos lances especiais da partida durante o intervalo. Logo na porta percebi que a cara do motorista não era das mais agradáveis. E não é difícil imaginar o porquê... Ele teria que trabalhar enquanto as pessoas corriam para casa para não perder nem mesmo as primeiras estrofes do hino nacional. Pra completar, alguns passageiros gritavam: “vai motorista!”, “acelera motorista!”, “motorista, quero assistir o jogo hoje!”


Ao meu lado um sujeito com cara de doido falava sozinho sobre o jogo que estava para começar em apenas alguns minutos e de vez em quando era um dos que mais atormentavam o motorista. Apesar disso, o doido era um dos pouco que não estavam de verde e amarelo dentro do “busão”. Até eu já tinha entrado no embalo.


De vez em quando a figura ao meu lado arriscava puxar uma conversa e quase sempre para perguntar a hora. Na minha frente, uma passageira do tipo raro, pelo menos em dias de copa. Aliás, acho que copa era algo que ela devia odiar e não agüentava mais ouvir a respeito. Ela estava indiferente a tudo que se passava no interior e fora do veículo lendo “as confissões de Santos Agustinho”. A mulher me lembrou muito a minha amiga e editora de imagens da TV Paraíba, Hellen Jeniffer, uma intelectual que gostaria de encontrar um buraco para se esconder para não ser obrigada a ouvir falar de Copa do Mundo.


Na cadeira ao meu lado esquerdo um senhor também não parecia está empolgado com a estréia da seleção, pois cochilava e o corpo ia pra frente e pra trás obedecendo as leis da inércia.
Porém, essas eram as duas únicas figuras indiferentes, porque os demais, sentados e em pé, só queriam está com os olhos na Alemanha.


Ao chegar em casa, na Floriano Peixoto, principal avenida da cidade, já não passava mais carros e era possível até deitar na pista, algo impossível de se ver em uma terça feira à tarde de dia normais. Mas isso não foi surpresa. Surpresa foi chegar em casa e ver que ninguém tava eufórico com a partida do time mais caro do mundo. O meu colega de ap. estava dormindo e os vizinhos nem com a TV ligada estavam. Tive que mudar o quadro.


Peguei logo o aparelho de televisão da vizinhança, por ter uma imagem melhor que o meu e liguei à uma caixa de som com auto-falante de 15 polegadas e um amplificador de 1500 watts, coloquei tudo na varanda e chamei os amigos da rua pra assistir. A festa estava feita, e foi naquele momento que me dei conta, que quatro anos se passaram e que mais uma vez era Copa do Mundo.

Texto escrito na copa do mundo do ano passado e publicado em 15/06/2006